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História da Família Domiciano História da Família Domiciano - Neolítico - Paleolítico II

Entre 10000 e 9000 a.C. encerrou-se a última glaciação pleistocênica e teve início a época conhecida como holoceno. A mudança climática e as conseqüentes alterações do meio ambiente determinaram o início de um processo de transformação nas formas de vida humana.
Nas latitudes médias e setentrionais da Europa e da ?sia, o desaparecimento ou a migração em direção ao norte de algumas espécies animais adaptadas ao frio obrigaram as comunidades de caçadores a suprir suas necessidades de alimento com maior dedicação às atividades de coleta e pesca. A adaptação cultural às novas condições deu origem ao período mesolítico, que foi uma fase de transição anterior à idade dos metais e à aparição da economia produtiva. O período mesolítico não se verificou nas regiões semi-áridas do sudoeste asiático, na Meso-América, nas encostas litorâneas dos Andes e no sudeste da ?sia, onde se deu uma transição direta das formas de vida do paleolítico superior para a fase conhecida como neolítico ou da revolução agrícola.
A característica fundamental desse novo período, que representou um salto qualitativo na história da humanidade, não foi o desenvolvimento de uma nova técnica, a do polimento, na fabricação de utensílios de pedra, mas a substituição de um tipo de economia predatória pela produção de alimentos. A agricultura e a pecuária possibilitaram a sedentarização e o aparecimento de povoados permanentes, assim como de novos instrumentos, como moedores manuais e facas para cortar ervas. Esses novos utensílios se juntaram aos machados e lanças de caça herdadas da época anterior, que passaram a ser confeccionados com técnicas mais elaboradas. Outro elemento novo do neolítico foram os objetos de cerâmica, originados da necessidade de armazenar e transportar os produtos agrícolas.
A tecnologia de fabricação de instrumentos de pedra durante esse período demonstra a adaptação às novas necessidades. Os instrumentos de caça eram feitos por meio da técnica do polimento, que coexistiu com a antiga técnica do entalhe. As pontas de sílex se tornaram menores para que pudessem ser adaptadas a empunhaduras de madeira ou osso, e assim formar armas mais afiadas e cortantes. As novas formas econômicas determinaram, além disso, a utilização de pedras como o basalto, a calcita, a piçarra e o alabastro na fabricação de grande variedade de objetos: enxadas, maças, almofarizes, fusos, braceletes etc.
Origem e desenvolvimento da revolução neolítica: As primeiras formas de agricultura e pecuária apareceram na região oeste da ?sia, onde a crescente aridez obrigou as comunidades de caçadores e coletores a domesticar alguns animais locais, como o porco, a cabra e a ovelha, e posteriormente o cachorro, a vaca e o cavalo. Também a coleta de frutos foi substituída pelo cultivo incipiente de plantas como o trigo e a cevada.
Provavelmente uma das primeiras aglomerações sedentárias em que se praticou a agricultura permanente foi al-Natuf, na Palestina, onde se encontraram almofarizes, pratos circulares, facas e moinhos junto com peças típicas da economia de caça. Das primeiras aldeias de tamanho reduzido, como a de Jarmo, no Curdistão iraquiano, passou-se paulatinamente a aglomerações maiores, como as da Jericó pré-cerâmica, na Palestina; Hisar-I, no Irã; Hasuna e al-Obeid, no Iraque; e Çatal Hüyük, na Turquia. Essas aldeias, dos milênios sétimo e sexto anteriores à era cristã, já apresentavam alto grau de desenvolvimento arquitetônico e urbanístico.
A vida religiosa se manifestou, em Çatal Hüyük e em Jericó, nos funerais dos sacerdotes, onde apareceram ricos aviamentos, e em numerosas capelas e santuários com pinturas e relevos. O culto da deusa-mãe, herdado do paleolítico, se consolidou nessa época.
Por volta de 5500 a.C., o desenvolvimento das relações comerciais favoreceu o crescimento de aldeias maiores que prepararam o caminho para o surgimento das primeiras civilizações históricas na Mesopotâmia e Egito. No vale do Tigre e do Eufrates, floresceram as cidades de Eridu (5500-5000 a.C.), Halaf e al-Obeid (5000-3700 a.C.), onde se realizaram obras hidráulicas e se praticaram as primeiras formas de metalurgia. No Egito, as cidades neolíticas cresceram a partir do quarto milênio anterior à era cristã. Culturas como a de Badari aceleraram, a partir de 3700 a.C., a passagem para o período histórico da civilização egípcia.
Difusão do neolítico: A partir da região denominada Crescente Fértil -- que compreende o Egito e o Oriente Médio -- a revolução neolítica se estendeu ou surgiu em outras regiões do mundo antigo. Restos de cerâmica, aldeamentos mais ou menos permanentes e utensílios agrícolas comprovam a neolitização, que se concretizou em três direções: para o oeste, o norte e o sudeste. Para o oeste, o neolítico se estendeu por todo o mundo mediterrâneo, com características semelhantes às do Crescente Fértil. No norte da Europa e na ?sia, a agricultura se adaptou aos climas frios, adotaram-se diversos cereais, como o centeio, e se domesticaram bovinos, renas e cavalos. Para o sudeste, a ?ndia, a Indochina e o sul da China incorporaram espécies animais, como o búfalo, e vegetais, como o arroz, o painço etc., adaptados ao clima tropical. Na Meso-América e nos Andes, a revolução neolítica teve evolução independente entre os anos 5000 e 4000 a.C.
Por volta de 6000 a.C. chegam os celtas
Estudos recentes de genética populacional começam a mostrar que a velha idéia de que povos invasores substituiam em larga escala as populações de povos subjugados é um conceito equivocado. O debate sobre a etnia Celta parte de um estágio particularmente recente em estudos de genética populacional.
No seu livro "Neanderthal", o arqueólogo Douglas Palmer conta que através de pesquisas genéticas conduzidas na Europa, se concluiu que o grupo genético original dos europeus modernos chegou na Europa entre 9.000 e 5.000 anos atrás (provavelmente há 8.000 anos) com o início da agricultura neste continente. Este deslocamento ocorreu por explosão populacional, uma vez que as plantações eram capazes de suportar uma população até 60 vezes maior em uma mesma área do que era possível com o estilo de vida adotado pelos caçadores de até então.
"Nenhum dos acontecimentos históricos subseqüentes da Europa - fome, catástrofes ou guerras - afetou significativamente o velho padrão genético configurado com a chegada destes agricultores. Godos, Hunos e Romanos chegaram e saíram sem grandes impactos no mapa genético da Europa Antiga".
Não faz nenhum sentido dizer que povos que um dia foram parte de um amplo grupo cultural Celta não podem ser mais considerados com tal, somente por não manterem tradições celtas tais como os irlandeses, povo conhecido como genuinamente célta. Portanto, descendentes diretos dos celtas em lugares como Devon ou Cumbria são, pelo menos geneticamente, tão celtas quanto os irlandeses.
As populações dos chamados "países Celtas" pertencem na sua maioria ao haplogrupo R1b, o que faz deles descendentes dos primeiros povos a migrar para o noroeste Europeu depois da última grande glaciação. De acordo com recentes estudos publicados sobre haplogrupos europeus, por volta de metade da população masculina deste continente é descendente do haplogrupo R1b.
Os celtas em Portugal
A origem racial portuguesa descende inquestionavelmente das antigas tribos indo-européias, conhecidas como o povo Ariano, que estiverem presente em quase a extensão do mundo Euro-Asiático. Os Celtas compõe a principal origem portuguesa, assim como a européia em sua totalidade, por terem conquistado quase a Europa inteira, desde a Península Ibérica (onde está Portugal) até a Anatólia, até que chegou o Império Romano. Em Portugal, há a Galícia, reconhecida internacionalizmente como uma nação celta, ao lado das tradicionais Irlanda e Escócia.
Melhor, não só os portugueses são celtas, mas entre as diversas tribos celtas estão os Bretões, na atual Inglaterra; os Gauleses, Eburões, Batavos, Belgas, Gálatas, Trinovantes, no continente, e dezenas de outras. Foram tais tribos que originaram as atuais Nações Européias, como os Gauleses na França e Belgas na Bélgica. Mas, diferenças à parte, foram os portugueses dos primeiros a se formarem como nação, e os maiores navegadores da História. Há heróis portugueses que chegaram no Brasil, Cabo Verde, Angola, Ilha de Rooben, ?ndia, e até na China. Hastiaram o brasão português em todos os lugares.
Heródoto, o pai da História, grego, foi o primeiro homem a escrever sobre os povos celtas que dominavam a Europa. Em “Histórias II 33?, ele escreve: “O Istros [rio Danúbio] nasce no país dos Celtas perto da cidade Pirene e corre pelo meio da Europa dividindo este continente em dois. Os Celtas vivem do outro lado das colunas de Heracles e á borda com os Cynesians que vivem no extremo oeste da Europa?. Lembro-lhe que tal livro foi em 450 a.C., em pleno apogeu político-militar grego. E Estrabão relata em “Geografia Livro IV?, cem anos depois: “Ephorus, em seu relato, faz a Celtica ser muito grande e outorga a região de Celtica, quais todas as regiões desde Cadiz, no que agora chamamos Iberia?. Disto, conclui-se que os celtas são parte importante da maioria dos atuais europeus, desde atavés de fatos históricos, até relatos dos maiores intelectuais da Antigüidade. Todos os caminhos levam aos Celtas, aos Arianos.
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