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História da Família Domiciano

História da Família Domiciano - Paleolítico V

 

 

- Paleolítico II

 

 

 

 

Os descendentes do M173 chegaram na Europa há aproximadamente 35.000 anos e trataram imediatamente de deixar sua marca no continente. Famosas pinturas rupestres, como a de Lascaux e Chauvet, assinalam a repentina chegada de humanos com habilidades artísticas. Não existiram precedentes ou precursores artísticos antes de sua chegada.

Pouco depois da chegada desta linhagem na Europa, a era dos Neardertals chegou ao fim. Envidências genéticas comprovam que estes hominídeos não foram ancestrais dos humanos, mas uma ramificação sem saída na evolução. Os descendentes do M173, mais inteligentes e habilidosos, muito provavelmente venceram a batalha pelos escassos recursos na Idade do Gelo contra os neandertais e assim proclamaram seu final.

A longa jornada desta linhagem continuou tomando forma pela preponderância de gelo daquele tempo. Os humanos se viram obrigados a encontrar refúgio no sul, na Espanha, Itália e nos Bálcãs. Anos mais tarde, quando o gelo retrocedeu, migraram ao norte abandonando aqueles isolados refúgios e deixando um duradouro e denso rastro do marcador M173 por onde passaram.

Hoje, por exemplo, a freqüência deste marcador continua sendo muito alta no norte da França e nas Ilhas Britânicas, onde foi levado pelos descendentes do M173 que haviam escapado da glaciação na Espanha.

Os membros do haplogrupo R1b, definido pelo M343 são os descendentes diretos dos primeiros europeus modernos, conhecidos como “Homem de Cro-Magnon?.

O “Homem de Cro-Magnon? chegou à Europa há 35.000 anos durante um período em que os “Homens de Neandertal? ainda viviam na região. Estes detentores do marcador M343 tingiam suas roupas e construíam cabanas suficientemente sofisticadas para suportar o clima gelado do Paleolítico Superior. Usavam ferramentas relativamente avançadas confeccionadas a partir de pedra, osso ou marfim.

As jóias, adornos e as detalhadas e coloridas pinturas rupestres são vestígios da cultura surpreendentemente avançada do “Homem de Cro-Magnon? durante a última glaciação.

Quando o gelo retrocedeu, grupos geneticamente homogêneos recolonizaram o norte, onde estes já eram encontrados em grande quantidade. Aproximadamente 70% dos homens do sul da Inglaterra são R1b. Em partes da Espanha e da Irlanda o número ultrapassa 90%. Existem muitas sublinhagens pertencentes ao haplogrupo R1b que estão prestes a serem definidas. O “Genographic Project? espera em breve dar mais clareza às várias divisões desta típica linhagem Européia.

A Península Ibérica foi um importante refúgio da população durante o Último Máximo Glaciar, há cerca de 15 mil anos, assumindo um papel fundamental no repovoamento da Europa após a melhoria das condições climatéricas. A conclusão, publicada recentemente na reconhecida revista de ciência “Genome Research?, parte de treze investigadores internacionais, três dos quais do IPATIMUP.

A equipa, explica Luísa Pereira, do departamento de Genética Populacional do IPATIMUP, pretendia “aprofundar o conhecimento do povoamento da Europa pelo homem moderno, ou Homo Sapiens?. Para isso, a metodologia do trabalho implicava o estudo da dispersão do DNA mitocondrial (linhagens femininas), a partir da análise de 649 indivíduos, de 20 populações da Europa, Cáucaso e Próximo Oriente.

“Neste trabalho só estudamos a componente genética transmitida pelas mulheres, incidindo o estudo numa única linhagem feminina, denominada Haplogrupo H, o mais frequente na Europa, atingindo cerca de 50% de frequência nas várias populações européias. O que se fez então “foi estudar certas variações da molécula de DNA mitocondrial, que nos permitiu caracterizar de uma maneira mais fina a variabilidade dentro deste haplogrupo?.

Já se sabia que o património genético da Europa resultou da entrada de linhagens pelo Próximo Oriente. Dessas migrações, 80% foram introduzidas durante o Paleolítico (desde há 35 mil anos) e as restantes 20% apenas no Neolítico, isto é, na época da dispersão da Agricultura, surgida no próximo Oriente há cerca de 10 mil anos. Acontece, sublinha a investigadora, que no Paleolítico Superior “ocorreu o Último Período Glaciar da Terra, estando grande parte da Europa coberta por lençóis de gelo?. Situação que atingiu o Último Máximo Glacial (período com temperaturas mais negativas) há cerca de 18 mil anos atrás. Ora, diz a cientista, “a chegada de linhagens à Europa ocorreu antes ou durante este último período, adverso à sobrevivência humana, ou pelo menos incompatível com grandes efectivos populacionais?. Porém, “com o degelo e a melhoria das condições ambientais, as populações humanas expandiram-se, tanto em número como em espaço?.

A equipa de investigadores conseguiu, assim, identificar as variações do Haplogrupo H, “o mais antigo e testemunho da entrada destas linhagens na Europa a partir do Próximo Oriente há cerca de 20/25 mil anos atrás?. Mas o mais interessante, acrescenta Luísa Pereira, foi “conseguir identificar os sub-haplogrupos que surgiram há cerca de 15 mil anos, após o degelo, sendo estes os que mostram uma distribuição decrescente de frequências desde a Península Ibérica para o resto da Europa?.

O que indica “a orientação da migração da Ibéria para o Leste da Europa? e permite aos investigadores concluir que “a Península Ibérica foi um importante refúgio durante o Último Máximo Glaciar, tendo um papel fundamental no repovoamento da Europa após a melhoria das condições ambientais?.

 

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