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História da Família Domiciano

História da Família Domiciano - Paleolítico III

 

- Paleolítico II

 

 

 

 

Por volta do ano 65000 a.C., durante a quarta glaciação (Würm), o mundo começou a converter-se em foco da renovação da técnica de fabricação de utensílios de pedra. O paleolítico superior se caracterizou, em primeiro lugar, pela utilização em grande escala dos ossos e dos chifres de animais para fabricação de utensílios muito aperfeiçoados e variados: agulhas, buris, arpões, pás etc. As culturas do paleolítico superior estiveram relacionadas com a expansão do homem de Cro-Magnon e outras raças humanas semelhantes às atuais. A manufatura mais importante do período foi o aurignaciano (Aurignac), cultura que aparece vinculada a formas desenvolvidas de arte e práticas funerárias. Outras manufaturas do paleolítico foram a chatelperronense, semelhante à anterior; a perigordiana; a solutrense, caracterizada pelo retoque na superfície das lâminas; e a magdaleniana. Essa última cultura se destacou pela variedade de objetos de osso, a arte parietal e de mobiliário e pela invenção de um lançador de dardos.

Sociedade paleolítica: Os homens do paleolítico viveram em condições climáticas muito diferentes das atuais. Durante as glaciações, os gelos ocuparam grande parte do hemisfério norte. As regiões de baixas latitudes, que posteriormente se desertificaram, apresentavam então climas úmidos que permitiram o crescimento de densas florestas e variadas espécies de animais.

As comunidades humanas viviam essencialmente da caça, da pesca e da coleta de frutos silvestres. A caça era atribuição dos homens, que saíam em batidas nas quais renas, mamutes, bisontes, cavalos e outros animais eram acossados e apanhados em armadilhas. Os territórios de caça eram coletivos e a posse individual se limitava às armas e adornos pessoais. Habitantes de algumas regiões litorâneas coletavam moluscos, como comprovam depósitos de conchas encontrados em escavações arqueológicas.

A coleta de frutos era tarefa feminina. Em geral as populações eram nômades, pois acompanhavam as manadas em seu movimento sazonal em busca de alimento. Viviam em cavernas e abrigos e, em fases avançadas, em choças cobertas de pele.

O nomadismo e a troca de objetos entre comunidades de caçadores permitiram a difusão dos avanços técnicos. Isso possibilitou aumentar cada vez mais a eficácia nas práticas de caça, o que se traduziu no crescimento demográfico e no surgimento de grupos sociais desligados das funções econômicas básicas. Desse modo surgiram as castas dedicadas à interpretação das crenças religiosas e à criação de obras artísticas de significado místico ou simbólico.

O resultado da análise do cromossomo Y da Família Clemente de Souza identifica que eles são membros do haplogrupo R1b, uma linhagem definida pelo marcador genético M343. Este haplogrupo é o destino final de uma jornada que se iniciou há 60.000 anos atrás com um antigo marcador genético chamado M168.

O amplamente difundido marcador M168 pode ser traçado até um único indivíduo chamado “Adão Eurasiático?. Este homem africano que viveu entre 31.000 e 79.000 anos é o ancestral comum a todas as pessoas não africanas de hoje em dia. Seus decendentes abandonaram a ?frica e se tornaram a única linhagem a sobreviver fora do continente original dos humanos.

O crescimento populacional durante o Paleolítico Superior pode ter incitado a linhagem M168 a buscar outras regiões para caçar animais além das planícies, cruciais para sua sobrevivência. A humidade e o clima favorável havia disseminado tais animais por novas regiões, fazendo com que estes nômades simplemente seguissem sua principal fonte de alimentação.

A arte rudimentar e as ferramentas de melhor qualidade surgiram durante este mesmo período, o que sugere importantes mudanças intelectuais e de comportamento. Estas mudanças podem ter sido incitadas por uma mutação genética que deu aos descendentes do “Adão Eurasiático? uma vantagem intelecutal em relação às outras linhagens humanas daquele tempo.

Entre 90% e 95% de todos os não-africanos são descendentes da segunda grande migração fora da ?frica. Esta migração é definida pelo marcador M89.

Partindo da linhagem original do “Adão Eurasiático? (M168), o marcador M98 surgiu há 45.000 anos no Nordeste Africano e no Oriente Médio. Estes caçadores protagonizaram uma épica migração terrestre, disseminando-se por campos repletos de animais selvagens.

Muitos membros desta linhagem permaneceram no Oriente Médio, mas outros seguiram adiante cruzando os campos do Irã até chegar às vastas estepes da ?sia Central. Hordas de búfalos, antílopes, mamutes e outros animais de caça provavelmente encitaram-nos cada vez mais a explorar novas terras.

Como a maior parte da água da Terra ainda estava congelada, cobrindo uma grande parte do planeta com uma imensa capa de gelo, as estepes neste período iam do leste da França até a Coréia. Os caçadores da linhagem M89 viajaram de leste a oeste percorrendo estas vastas estepes com se fossem verdadeiras “highways? e povoando grande parte do continente.

Um grupo de descendentes do M89 continuou ao norte desde o Oriente Médio até a Anatólia e os Bálcãs, migrando para bosques e serras. Provavelmente não foram muito numerosos, contudo é possível se encontrar até hoje vestígios genéticos desta viagem.

 

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