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História da Família Clemente

 

 

CLEMENTE: Pondo de parte as fantasias com que alguns autores quiseram ornar as origens desta família, transformando-a num ramo dos nobres Clementes aragoneses, dir-se-á que os Clementes em Portugal provirão de um patronímico, realmente pouco comum, ou de uma alcunha. Todavia, sabe-se que parte da família tenha surgido a partir do patriarca Clemente José. Filho de Matias Roiz e neto de Domingos Miz (da aldeia de Alvito, na Redinha-Portugal), Clemente José que nasceu na aldeia dos Bernardos (Redinha-Portugal) passou seu nome como apelido para seu filho Joaquim José Clemente (nascido em 1770) e assim surgiu esta linhagem, também conhecida como os Clementes dos Bernardos

História da Redinha (Portugal):


Século 10 a.C. - Século 3 a.C. (Celtas)

Pensa-se que a Península Ibérica foi habitada primordialmente por povos autóctones que vieram a ser conhecidos como Iberos.
Cerca de 1000 a.C. mas provavelmente ainda antes, a região passou a ser habitada por povos Indo-Europeus, de origem Celta que coexistiram com os povos Iberos, habitando regiões distintas da Peninsula Ibérica. As origens dos povos celtas são motivo de controvérsia, especulando-se que entre 1900 e 1500 a.C. tenham surgido da fusão de descendentes dos agricultores danubianos neolíticos e de povos de pastores oriundos das estepes. Esta incerteza deriva da complexidade e diversidade dos povos celtas, que além de englobarem grupos distintos, parecem ser a resultante da fusão sucessiva de culturas e etnias. Na península Ibérica, por exemplo, parte da população celta se misturou aos iberos, o que resultou no surgimento dos celtiberos
Vários povos habitavam a Península Ibérica, divididos em três ramos étnico-culturais primordiais: Os Celtas Indo-Europeus, os Iberos de origem desconhecida e os Celtiberos que viviam na Meseta Central. Entre esses povos encontravam-se: os Lusitanos, os Calaicos ou Gallaeci e os Cónios, entre outras menos significativas, tais como os Brácaros, Célticos, Coelernos, Equesos, Gróvios, Interamicos, Leunos, Luancos, Límicos, Narbasos, Nemetatos, Gigurri, Pésures, Quaquernos, Seurbos, Tamagani, Taporos, Zoelas, Turodos. Influências mínimas exerceram os Gregos e os Fenícios-Cartagineses com as suas pequenas colônias-feitorias comerciais costeiras semi-permanentes de grande importância estratégica. Estes últimos dois povos não contribuiram virtualmente para a ascendência dos povos da Península.
Rufo Avieno no seu poema Ode Marítima (século IV d.C.) relata as aventuras de um navegador grego nos finais do século VI a.C., que descreve a existência de várias etnias na costa meridional atlântica que já praticavam a cultura megalítica e seriam, provavelmente, os responsáveis pelo comércio com o atlântico norte — os Estrímnios e os Cinetes (ou Cónios). São os Celtas, os responsáveis pelos sufixos dunuum e briga em nomes de cidades, como Conímbriga (que viria a dar o nome à cidade de Coimbra). Os Celtas viviam principalmente na zona Norte e Ocidental da Peninsula, onde hoje situa-se a região entre Leiria e Coimbra.

Cruz Celta

Sendo difícil situar o aparecimento do primeiro aglomerado populacional em Redinha antes da presença romana, está assente que a fixação demográfica na área da freguesia de Pombal remonta ao período neolítico, sem que, também aqui, seja possível determinar o local exato do sedentarismo inicial. Sabe-se que na região onde hoje se situa Leiria é habitada há longos tempos, apesar de sua história precoce também ser bastante obscura. Os Turduli, um povo indígena da Ibéria, estabeleceu um povoado a cerca de 7 km da atual cidade de Leiria. Os Turduli, também conhecidos como Túrdulos formavam uma antiga tribo tartéssica, são originais do sul de Portugal, a Leste da província do Alentejo, ao longo do vale do Guadiana. Tartessos (Τάρτησσος) era o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente. Herdeira da cultura megalítica andaluza, que se desenvolveu no triângulo formado pelas atuais cidades de Huelva, Sevilha e São Fernando (Cádiz), pela costa sudoeste da Península Ibérica, teve por linha central o rio Tartessos, que os romanos chamaram logo de Baetis e os árabes Guadalquivir. Os tartessos desenvolveram uma língua e escrita distinta a dos povos vizinhos, e tiveram influências culturais de egípcios e fenícios. Não é certo que tenha existido uma cidade com este nome, dado que ainda não se encontrou sua localização, ainda que estejam perfeitamente documentados outros povoados ao longo do vale do Guadalquivir, território de expansão da civilização dos Tartessos, dentre elas os que foram para a atual Leiria. A sua provável capital talvez fosse Turpa, no lugar que hoje ocupa o porto de Santa Maria, na desembocadura do Guadalete, de cuja raiz “tr” sairiam todas as formas de Tartessos. Provavelmente, a cidade e a civilização já existiam antes de 1000 a.C., dedicadas ao comércio, a metalurgia e a pesca. A posterior chegada dos fenícios e seu establecimento em Gadir (atual Cádis), talvez tenha estimulado o seu imperialismo sobre as terras e cidades ao seu redor, a intensificação da exportação das minas de cobre e prata (Os Tartessos converteram-se nos principais provedores de bronze e prata do Mediterrâneo), assim como a navegação até às ilhas Casitérides (Ilhas Britânicas ou mais concretamente as ilhas da Sicília), de onde importaram o estanho necessário para a produção de bronze, ainda que também o obtivessem pela lavagem de areias que continham estanho. A sua forma de governo era a monarquia, e possuiam leis escritas em tábuas de bronze. Heródoto fala de 6.000 anos. No século VI a.C., os Tartessos desaparecem abruptamente da História, seguramente varrida por Cartago que, depois da batalha de Alalia, o fez pagar assim sua aliança com os gregos. Outros dizem que foi refundada, sob condições pouco claras, com o nome de Carpia. Os romanos chamaram à ampla Baia de Cádiz Tartessius Sinus, mas o reino já não existia mais. Dizem que Tartessos é um rio na terra dos Iberos, chegando ao mar por duas desembocaduras e que entre esses dois locais se encontra uma cidade desse mesmo nome. O rio, que é o mais longo da Ibéria, e tem marés, chamado em dias mais recentes Baetis, e há alguns que pensam que Tartessos foi o nome antigo de Carpia, uma cidade dos Iberos. Na Bíblia aparecem referências a um lugar chamado "Tarshish", também conhecido como Tarsis ou Tarsisch. "De fato, o Rei Salomão tinha naves de Tarsis no mar junto com as naves de Hirão. As naves de Tarsis vinham uma vez a cada três anos e traziam ouro, prata, marfim, bugios e pavões." Antigo Testamento, Livro dos Reis I, 10-22. Este lugar se tem relacionado com Tartessos, ainda que exista uma árdua discussão sobre o assunto.
Através de gerações nos chegaram documentos que falam dos lendários líderes de Tartessos.
Gerião - Primeiro rei mitológico de Tartessos. Segundo a lenda, era um gigante tricéfalo, que pastoreava suas ovelhas pelas proximidades do Guadalquivir.
Norax - Neto de Gerião, conquistou o sul da Sardenha, onde fundou a cidade de Nora.
Gárgoris - Primeiro rei da segunda dinastia mitológica tartessa. Inventou a apicultura.
Habidis - Descobriu a agricultura, atando dois bois a um arado. Formulou as primeiras leis, dividiu a sociedade em sete classes e proibiu o trabalho aos nobres. Sob seu reinado se estabelece um sistema social em que uns poucos vivem às custas do trabalho e da miséria de uma maioria pobre. Sobre estes dois monarcas se escreveu a Tragicomédia de Gárgoris e Habidis, que menciona um sistema social baseado na exploração do homem pelo homem, nascido depois do descobrimento da agricultura. Tratam-se de personagens mitológicos, cuja existência real é tão duvidosa como a de Héracles.
Argantonio - Primeiro rei do qual se tem referências históricas. Último rei de Tartessos. Viveu 110 anos, segundo Heródoto, ainda que alguns historiadores pensem que possam referir-se a vários reis conhecidos pelo mesmo nome. Propiciou o comércio com os gregos, que criaram várias colônias costeiras durante seu reinado.

Península Ibérica em 200 a.C.




Século 3 a.C. - Século 4 (Romanos)

Habitada desde a romanização, crê-se que em Redinha existiu uma cidade romana, da qual existem bastantes vestígios inexplorados no século VIII.

Península Ibérica no período Romano e das Invasões Bárbaras




Século 5 - Século 8 (Invasões Bárbaras)

Pouco é conhecido sobre Redinha nos tempos dos invasores germânicos. Sabe-se que no século 5 começaram a chegar à região suevos, vândalos, alanos e visigodos. Suevos cruzaram os Pireneus, e fundaram um reino, com capital em Bracara Augusta (atual Braga), o qual, na sua máxima extensão, englobava a totalidade da província da Galécia e a parte norte da Lusitânia, até ao Tejo.


Século 8 - Século 11 (Mouros)

Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e Coimbra passa a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 871 torna-se Condado de Coimbra tornando-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando.

Península Ibérica (Al-Andalus) no Emirado e no Califado de Córdoba (séculos VIII, IX e X)

Península Ibérica no período das Taifas (ano 1031)




Século 12 - Século 14 (Ordem dos Templários)

As rivalidades entre as taifas dos mussulmanos de Badajoz e de Sevilha permitiram que Fernando I, rei de Leão e Castela, reconquistasse Coimbra em 1064. Leiria foi reconquistada somente em 1135 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Essa localidade foi brevemente retomada pelos mouros em 1137, e mais tarde em 1140. Em 1142, Afonso Henriques reconquistou Leiria, sendo desse ano o primeiro foral, atribuído para estimular a colonização da área. Crê-se que Redinha tenha sido reconquistada por volta do ano 1100.

Cruz Templária

Certo é que, no início do século XII, os Templários passaram pela região. Em 1126 terão encontrado uma povoação no lugar de Chões, hoje desaparecida. Esta terra deserta, de matos e brenhas fechadas e inóspitas entre Coimbra e Leiria, situava-se na fronteira das batalhas contra os sarracenos.

Insígnia dos Templários

A Ordem dos Templários ajudou os portugueses nestas batalhas contra os muçulmanos recebendo como recompensa extensos domínios e poder político. Os castelos, igrejas e povoados prosperaram sob a sua proteção. Por esse motivo, em Pombal foi erigida, por volta de 1147, uma fortaleza militar. D. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, concede foral a Ega em 1131, depois a Redinha em 1159 (além de um recinto militar e uma igreja templária), e por fim a Pombal em 1174, renovado posteriormente no ano de 1176. A acrescentar aos dois forais, D. Gualdim Pais concede também a Pombal, em 1181, uma carta de privilégios.

Península Ibérica no período da Reconquista (ano 914 a 1492)




Século 14 - Século 18 (Ordem de Cristo)

Em 1314, o papa Clemente V e Felipe IV, Rei da França, tentaram destruir completamente a rica e poderosa Ordem dos Templários.
15/03/1319 - A extinção da Ordem do Templo pela Igreja Católica abriu uma possibilidade para a reorganização das relações entre o poder régio com o poder eclesiástico. No processo de extinção era ordenado pelo papa que os bens da Ordem fossem sequestrados e lhes fossem entregues. Mas os reis de Castela, Portugal e Aragão decidiram que os bens da Ordem do Templo nos seus respectivos reinos não seriam entregues ao papado.
Dando continuidade a política de controle das ordens militares em Portugal a Ordem do Templo foi englobada pela autoridade régia, através da criação da Ordem de Cristo, em 1319.
Em conjunto, as várias as ordens militares (dentre elas a Ordem de Cristo) representavam um poder concorrencial e potencialmente perigoso para o processo de centralização régia. Mas ao mesmo tempo ofereciam ao poder régio uma possibilidade ímpar de aliança com o poder eclesiástico. A estrutura hierárquica e centralizada que possuíam tornavam-nas fortes agentes de intervenção na vida política do reino. Nas atividades militares, ofereciam aos reis um corpo de tropas profissional e confiável, que poderia ser mobilizado em qualquer ocasião. No período de paz ofereciam administradores e homens influentes e bem informados sobre o que acontecia no interior e no exterior do reino. A estreita ligação das Ordens Militares com o rei (sobretudo a Ordem de Cristo), permitiu um período de prosperidade que só terminou com as invasões francesas no ínicio do século 19.
D. Afonso IV realizou inquirições para determinar a origem dos bens dos senhorios do reino. Esta política fez-se necessária em decorrência das imunidades que gozavam coutos, honras, numerosas aldeias e até simples casais e impedia os oficiais das justiças régias de atuar efetivamente nos locais privilegiados. Quer se tratasse de juízes, meirinhos, porteiros, saiões ou chegadores. Na região de Redinha, Soure e Pombal, o senhorio da Ordem de Cristo perdeu a justiça criminal, mas permaneceu com a justiça civil.

Cruz da Ordem de Cristo


Em 1321, Redinha era tão rica que Frei Gil Martins ordenou que o comendador da Redinha transferisse 200 libras ao comendador da Proença para maior equilíbrio financeiro entre as zonas.
14/08/1385 - Tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, queriam acabar definitivamente com as pretensões do exército castelhano de D. Juan I de Castela, de subjugar Portugal. A batalha deu-se no campo de S. Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça no centro de Portugal. O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos e o fim da crise de 1383-1385, e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis.
06/02/1377 - El-Rei D. Fernando I fez doação a Rui de Andrade, comendador da Redinha, a ele e seus sucessores, das rendas e dos casais do julgado de Crastovães e das rendas da ponte de Almenara, mas só em préstamo, porque o senhorio era da Infanta D. Beatriz (A. Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Aveiro-Sul, pg. 39) – J.
15/04/1387 - El-Rei D. João I, desejando galardoar Lopo Vasques da Cunha, dos senhores de Tábua, fez-lhe doação, a ele e seus sucessores, de juro e herdade, da terra e do lugar da ponte de Almeara, com seus casais de Crastovães, com todos os direitos, frutos novos, rendas e foros, e com seus termos, contos, honras e julgados – o que mais tarde retomou, por o beneficiário se passar a Castela; o monarca tirou assim este préstamo a Rui de Andrade, comendador da Redinha, ou a seus herdeiros, que o haviam recebido de El-Rei D, Fernando em 6 de Fevereiro de 1377 (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João I, livro 1, fl. 125; Arquivo, XXV, pgs, 47-48; A. Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Aveiro-Sul, pg. 39, A ponte de Almeara chama-se hoje ponte da Rata) – J.
06/02/1456 - Afonso Vasques de Sousa - claveiro e comendador da Redinha da Ordem de Cristo - filho de Afonso Vasques de Sousa e de D. Leonor Lopes de Sousa, neto pela parte do pai do 2º Senhor de Mortágua e neto pela parte da mãe do Mestre da Ordem de Cristo, D. Lopo Dias de Sousa. Aparece referido como comendador da Redinha, em carta datada de 6 de Fevereiro de 1456. Por esta carta o Inf. D. Henrique notifica-o de que os cavaleiros da Ordem de Cristo são isentos da jurisdição secular, tal como os frades ou clérigos de Ordens Sacras ou beneficiados. Monumenta Henricina, vol. XII, doc. 111, pp. 205-206. Referido por SILVA, Isabel Luísa Morgado de Sousa e – A Ordem de Cristo (1417-1520), in “Militarium Ordinum Analecta”, nº 6, Porto, Fund. Engº. António de Almeida, 2002, p. 316 e p. 484.
Século 15 (final) / 16 (inícios) - igreja da Redinha construída provavelmente durante o reinado de D. Manuel; da primitiva igreja templária do séc. 12 nada resta.
1503 - uma visitação da Ordem de Cristo refere a obrigação do comendador da Redinha, Luís de Vasconcelos e Sousa, 3º Conde de Castelo Melhor, de proceder à reparação da capela-mor e custear os ornamentos do culto divino, sendo os fregueses obrigados à manutenção do corpo da igreja (Cod. 739: f. 50).
15/03/1508 - visitação referindo a igreja da Redinha como estando quase destruída, sendo mandadas fazer diversas obras "a capella forrada de castanho e a madeira de castanho muito meuda, o olivel mourisco que cubra as custuras das tabuas...";
1509 - D. Manuel passou por Pombal. Admirado com a povoação, ordenou a recuperação do Castelo, ficando o seu interior a servir de residência ao alcaide-mor da vila, Conde de Castelo-Melhor, e ordenou a abertura de uma porta, voltada para a vila. Por cima dessa porta, foram colocadas as armas da vila de Pombal, à qual revogou antigos privilégios concedendo-lhe foral novo, datado de 1 de Junho de 1512.
O foral novo da Redinha foi outorgado por D. Manuel I a 16 de Maio de 1513.
Século 16 - Na época provável de construção do pelourinho da Redinha, D. João de Castro assume como Comendador de Redinha e Salvaterra (Ordem de Cristo). Ele também foi Governador do Estado Português da Índia (1545-1548), Capitão-Mor da Carreira da Índia e pai de D. Álvaro de Castro, este também Comendador da Redinha e Salvaterra (Ordem de Cristo), além de Vedor da fazenda de D. Sebastião e Capitão-mor do Mar da Índia.
André de Albuquerque Ribafria, um dos grandes vultos da história militar portuguesa, recebeu pelos seus muitos serviços, dentre outros prêmios e honrarias, a quantia de 200.000 réis de renda na comenda de Redinha por mercê régia de 22/08/1653, e a atribuição de Comendador de Redinha (na Ordem de Cristo) em portaria de 08/06/1654 e carta de 12/03/1655. (Fonte: Arq. Nacional T. T. Chan. D. João IV L. 26 f. 15; Carta da Comenda de Redinha no Lote Almarjão; «Livro das Portarias» V. II p. 21)
1685 - Nascimento de Domingos Miz em Alvito - Redinha. Este se casa com Izabel Cardoza (de Alvito) com quem tem um filho chamado Mathias Roiz.
1708 - João Fernandes de Oliveira, que houve em Leonor de Manhães: o qual João Fernandes de Oliveira era filho de Lopo Médes de Oliveira, Cavalleiro da Ordem de Christo, Comendador da Redinha da dita Ordem, do Concelho del Rey D. Affonso o Quinto, e fidalgo muito honrado, que houve este, outros filhos em Leonor Gonçalves.
1715 - Nascimento de Mathias Roiz em Alvito - Redinha. Este se casa com Izabel do Rozario (de Bernardos) com quem tem um filho chamado Clemente José.
Nesta mesma época Luis de Vasconcelos e Sousa, 3º conde de Castelo Melhor, recebe o título de Comendador de Redinha, de onde extrai uma renda de 4 mil cruzados.
1720 - Seu filho, Afonso de Vasconcelos e Sousa Cunha Camara Faro e Veiga, 5º conde de Calheta, recebe o título de Comendador de Redinha, Pombal, Facha e Salvaterra do Extremo na Ordem de Cristo, devido a morte de seu pai.
1734 - José de Vasconcelos e Sousa Caminha Camara Faro e Veiga, 1º marquês de Castelo Melhor, sucede seu pai Afonso com o mesmo título de Comedador de Pombal, Redinha, Facha e Salvaterra do Extremo na Ordem de Cristo provavelmente até 1769. É possível que seu filho, José Luis de Vasconcelos e Sousa, 1º marquês de Belas, tenha sido Comendador de Redinha até o surgimento do título de Conde da Redinha, criado em 1776 a favor da família do Marquês de Pombal.
1745 - Nascimento de Clemente José em Bernardos - Redinha. Este se casa com Josefa Maria (de Bernardos) com quem tem um filho chamado Joaquim José Clemente.
1758 - Redinha já possuia uma igreja matriz dedicada a Senhora da Conceição, câmara, juízes, vereadores e casa de misericordia (espécie de hospital da época) e sua população era de 2000 "almas" distribuídas em 420 "fogos" (casas).
1770 - Nascimento de Joaquim José Clemente em Bernardos - Redinha. Este se casa com Jacinta Maria (de Bonitos - Soure) com quem tem um filho chamado Manoel José Clemente.
20/08/1776 - Título de Conde da Redinha criado por D. José I, rei de Portugal, para José Francisco Xavier Maria de Carvalho Melo e Daun, 3º marquês de Pombal
1777 - 1782 - Marquês de Pombal vive em Pombal, onde manda construir, na Praça Velha, a cadeia, no sítio do antigo pelourinho e o celeiro, no lado oposto.
1800 - Nascimento de Manoel José Clemente em Bernardos - Redinha. Este se casa com Josefa Maria (de Nettos - Ansião) com quem tem um filho chamado Manoel Clemente Junior.
O texto abaixo descreve Redinha no início do século XVIII e foi extraído do livro Corografia Portugueza, Tomo III, Capitulo III, escrito pelo Padre Antonio Carvalho da Costa no ano de 1716:
No Bispado de Coimbra sete legoas de Leyria para o Norte na estrada que vay da Villa de Pombal para Cõdexa a Nova, está fundada a Villa da Redinha, a quem deo foral D. Galdim Paes, Mestre dos Templarios; foy antigamente Cidade, e estava situada em huma varzea, por onde vay a estrada desta villa para Condexa a Nova, ao sair da ponte, de que ha hoje vestigios, sitio, a que os Lavradores chamaõ Roda, depois Rodinha, corrupto hoje em Redinha, aonde morreo Herodes, a quem matàraõ torpemente em satisfaçam da cruel morte do grande Bautista, como diz Fr. Bernardo de Brito na Monarchia Lusitana 2. part. liv. 5. cap. 3. He fertil de todos os frutos, e tem duas ribeyras, huma para o Sul, e outra para o Norte, as quaes se regaõ com as aguas do rio Danços, que tem seu nascimento meya legoa distante por cima da Villa ao pè de huma serra junto da Ermida de S. Lourenço, que he dos Religiosos da Ordem de Christo do Collegio de Coimbra, aonde tem casa de aposento, por terem alli muytos moinhos, hum lagar, e muytas fazendas; como tambem tem em toda aquella ribeyra atè a Villa de Soure muytos moinhos e lagares, por ninguem os poder ter, nem fazer na dita ribeyra, senaõ os ditos Padres por mercè dos Reys deste Reyno; e por esta causa saõ aquellas ribeyras tam ferteis, que se semeaõ duas vezes no anno, e daõ muyta quantidade de excellentes feijoens brancos. Tem esta Villa com os montes quinhentos vizinhos, huma Igreja Parochial, Orago N. Senhora da Cõceyçaõ, Vigayraria da Ordem de Christo com Coadjutor, Casa de Misericordia, e huma boa Igreja de S. Francisco, que fundaraõ os Irmaõs Terceyros pelos annos de 1682. A Igreja matriz fica fóra da Villa ao sair della, quando vamos para Soure, e logo na entrada da ribeyra está huma Ermida de S. Joaõ Bautista, que os moradores festejaõ todos os annos com grande dispendio, e outra de S. Anna, a quem a Camera he obrigada festejar o anno, que acabaõ de servir seus cargos, e defronte da porta desta Erimida está hum grande Cruzeyro, e mais adiante huma vistosa ponte em sitio alto, donde se descobrem todas aquellas ribeyras, que no tempo das novidades sam muy apraziveis aos passageyros. O seu termo tem huma Freguesia da invocaçaõ de N. Senhora da Graça no lugar de Tapeus, que tem cento e cincoenta vizinhos, com Vigario da ordem de Christo. No alto da serra, que chamaõ do Poyo, tem huma Ermida de N. Senhora da Estrella, feyta em huma lapa, obra da natureza, na qual senaõ tem fundado Igreja, por ser o sitio muy despenhado, e altissimo, e só se fez huma limitada Casa para os Irmaõs, que alli assistem, e outra para os devotos, que vem em romaria a esta Senhora; mas tem outras muytas lapas, feytas pela mesma natureza, que servem de abrigo aos Romeyros. Nam se sabe por quem fosse trazida esta devota Imagem, a tradição diz que fora achada na lapa por huma Pastora; e querendo-a mudar para outra parte para lhe fazerem Igreja, ella se recolhia outra vez à sua lapa. He este lugar muyto seco, e falto de agua, e por milagre desta Senhora, detraz do seu Altar, na pedra que lhe serve de teto, nasce bastante agua, que nunca chega a correr fóra, nem consta que faltasse nas occasioens de muyto concurso de gente, alèm da muyta, que levaõ para os doentes, que usando della, experimentaõ melhora em seus achaques por intercessaõ da mesma Senhora. Ao pè da mesma serra de Poyo está hum lago, que nunca se secou, aonde bebem os gados, e nelle lavaõ as mulheres do lugar dos Poyos, que se foy povoando à sombra da Senhora da Estrella, o qual terá quarenta vizinhos. Tem esta Villa, que he do Mestrado da Ordem de Christo, huma Commenda, que rende quatro mil cruzados, de que he Comendador Luis de Vasconcellos e Sousa, terceyro Conde de Castello Melhor. Assistem ao seu governo Civil dous Juizes Ordinarios, tres Vereadores, hum Procurador do Concelho, Escrivaõ da Camera, Juiz dos Orfaõs com seu Escrivaõ, hum Tabeliaõ do Judicial, e Notas, hum Alcayde, e huma Companhia da Ordenança. Ha nesta Villa hum Morgado, que instituhio Pantaleaõ Ferreyra de Tavora, terceyro neto de Rui Pereyra, (o que se fez chamar Conde da Feyra) e por nam ter filhos, lhe succedeo teu primo D. Alvaro Pereyra, tio, e avó de D. Alvaro Pereyra Coutinho Forjáz, que hoje possue o dito Morgado...huma das mais antigas familias deste Reyno...

Século 19 (Invasões Francesas)

Napoleão ordena a invasão de Portugal, iniciando o que se denomina por Guerra Peninsular (1807–1814), cuja primeira parte é conhecida como invasões francesas a Portugal. Redinha tinha tinha edifício de Câmara, Prisão e Forca, tudo isto até às Invasões Francesas. Com este acontecimento todas as autoridades fugiram para Pombal, daí que deixou de ser concelho.
Redinha ligou-se a Pombal no ano de 1842, do qual seria desmembrado por Decreto de Lei de 7 de Setembro de 1895 para integrar o de Soure; mas voltou definitivamente para o concelho de Pombal por vontade da população pelo Decreto de 13 de Janeiro de 1998.
1821 - Sebastião José de Carvalho Melo e Daun, 4º marquês de Pombal e 2º Conde da Redinha
1825 - Nascimento de Manoel Clemente Junior em Bernardos - Redinha. Este se casa com Joaquina Maria da Silva (de Reis - Almagreira) com quem tem um filho chamado Manoel Clemente.
1834 - Nuno José Gaspar de Carvalho e Melo Daun e Lorena, 3º conde da Redinha
1859 - Nascimento de Manoel Clemente em Bernardos - Redinha. Este se casa com Maria Cardoso (de Zambujall) com quem tem um filho chamado Manoel Cardoso Clemente.
1887 - Nascimento de Manoel Cardoso Clemente - Bernardos - Redinha. Este se casa com Rosa Maria da Conceição (de Pelariga) com quem tem um filho chamado Manoel da Conceição Clemente.


Século 20 (Primeira Guerra Mundial)


1910 - Nascimento do primeiro filho de Manoel Cardoso Clemente, batizado de Augusto. Seus padrinhos foram os nobres Bacharel Augusto de Mattos Mascarenhas de Mancellos (proprietário) e sua esposa D. Maria da Glória Amado de Mattos.
Augusto César de Matos Mascarenhas de Mancelos (descendente de Afonso Henriques), nasceu em Condeixa-a-Nova, Sebal a 21.06.1860. Casou-se na Casa da Redinha (Redinha - Pombal) a 21.05.1890 com Maria da Glória Amado de Abreu de Amorim Pessoa e faleceu na Casa da Redinha a 19.09.1918. Dr. Augusto de Matos Mascarenhas de Mancelos se formou em Direito na Universidade de Coimbra em 09.07.1886 e era filho de Francisco Maria de Matos Mascarenhas de Mancelos (* 24.12.1800) e Mariana Rosa Pina Freire de Aragão (* c. 1825).
Maria da Glória Amado nasceu em Soure, Degracias em 1870 e era filha de Ricardo de Abreu Amorim Pessoa e Maria José Cardoso Amado de Abreu Amorim Pessoa (filha do primeiro visconde de Degracias).
Fonte: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1013705
1912 - Nascimento de Manoel da Conceição Clemente nasce em Venda da Cruz - Pelariga.
1917 - Manoel Cardoso Clemente aporta no Brasil.
Já na Ditadura Nacional, Henrique Pereira do Vale foi o 1º Governador do Distrito de Leiria de 26/06/1926 a 18/04/1929
Na década de 20, dentre os portugueses que aportavam no Brasil predominavam os de origem pobre; as mulheres passaram a representar parcelas cada vez maiores dos grupos de emigrantes, e as crianças menores de 14 anos pobres, órfãs ou abandonadas, chegaram a representar 20% do total de emigrados.
Alguns acontecimentos contribuíram para a mudança:
- o aumento expressivo da população portuguesa: a taxa de crescimento que em 1835 foi 0,08% pulou para 0,75% em 1854 e para 0,94% em 1878.
- a mecanização de algumas atividades agrícolas produzindo um excedente de trabalhadores no campo.
- o empobrecimento dos pequenos proprietários rurais que se multiplicaram e engrossaram as fileiras dos candidatos à emigração. O aumento deles foi de tal ordem que permitiu um significativo fluxo de emigrantes não apenas para o Brasil, mas também rumo aos Estados Unidos e, posteriormente, em direção à África.
1927 - Manoel da Conceição Clemente era órfão de mãe e veio ao Brasil adolescente para morar com o pai.

Títulos da Família Clemente: Luis Arrizabalaga Clemente - Marquês de Oroquieta (não pertence ao ramo dos Clemente dos Bernardos - Redinha)

 

 

 Brasão da Família Clemente

 

Armas: de azul, sete estrelas de ouro de seis raios, postas uma, duas, uma, duas e uma. Timbre: uma das estrelas do escudo.
Origem: Reino de Aragão

Ancestrais da Família Clemente:

Manoel da Conceição Clemente:
Fotos:

Nascimento Data: 23/04/1912 Local: Venda da Cruz - Pelariga - Pombal - Portugal Pais: Manoel Cardoso Clemente e Rosa Maria da Conceição
Desembarque no Brasil
Data: 04/01/1927 Local: Santos - SP - Brasil Navio: Não encontrado
Casamento
Data: 25/02/1933 Local: Guaíra - SP - Brasil Esposa: Regina Bianco
Óbito
Data: 29/07/1998 Local: Guaíra - SP - Brasil Causa Mortis: Choque Cardiogênico, Isquemia Miocárdica Arteriopatia Crônica
Filhos: Antonio Bianco Clemente, Rosa Maria da Conceição, Teresa Bianco Clemente, Maria do Carmo Bianco Clemente, Augusto Bianco Clemente e Gracinda Bianco Clemente

 

Dupla sertaneja Gaúcho e Francin da região de Guaíra-SP em meados do século XX. O Gaúcho (esquerda) era Antonio Bianco Clemente (Tunicão do Jataí), filho de Manoel da Conceição Clemente

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